segunda-feira, 31 de julho de 2017

As inocentinas Jade e Paula cantando Aquele 1%

Governador visita Dom Inocêncio para renovar promessa, não comparece à audiência e padre solta o verbo, " O que ele entende de democracia? "

RELIGIOSO DE DOM INOCÊNCIO DISCURSOU EM AUDIÊNCIA PÚBLICA E DESABAFOU AO FALAR DE OBRA REIVINDICADA HÁ DUAS DÉCADAS PELA POPULAÇÃO
28/07/2017 08:09 - Atualizado em 28/07/2017 08:39
Gustavo Almeida do Política Dinâmica
  
Discurso foi feito numa audiência pública em Dom Inocêncio (Foto: Divulgação)Discurso foi feito numa audiência pública em Dom Inocêncio (Foto: Divulgação)
O descaso do governo e a histórica dificuldade de acesso ao município de Dom Inocêncio, no semiárido piauiense, fizeram o padre da cidade proferir um discurso contundente na quinta-feira (27). Durante audiência pública organizada pelo movimento "Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto", criado para cobrar o asfaltamento da estrada para o município, o pároco Amadeus Rocha fez um desabafo e criticou o governador Wellington Dias (PT).

LIMPA ALUMINIO E LIMPA BAÚ para limpeza de motos, veículos e peças automotiva


Seguem abaixo as características do Limpa Alumínio concentrado Cristal para esclarecer nossos clientes sobre sua larga utilização:








-O limpa alumínio Cristal faz parte da linha de produtos utilizados na limpeza pesada.

- é um produto altamente concentrado, que já se encontra pronto para o uso, na limpeza de qualquer objeto de alumínio como peças de veículos, motos, e caminhões,  motores, camisas, e outros

- Pode ser utilizado também como limpa baú.  Já vem diluído, não precisa acrescentar água, removendo sujeiras das carrocerias tipo baú de aluminio..


- É utilizado na limpeza doméstica, como nos utensílios de aluminio, panelas, talheres, etc...


- pode ser usado na remoção de sujeiras difíceis de serem eliminadas ou incrustadas como no fundo de vasos sanitários.


- retira a sujeira em outros materiais como pvc e metais diversos, com exceção do aço inox, que não pode ter contato com o produto.

- é produzido a partir da combinação de três reagentes de grande concentração, fazendo com que ele reaja fortemente com o alumínio, eliminando qualquer camada sobre o metal. O produto literalmente chega a "ferver" sobre o aluminio, mudando seu aspecto e sua cor, que de azul passa a ser branca, por causa da forte reação.



- O pH gira em torno de 5,0 á 6,5,  não chega a ser agressivo para a pele, mas recomenda-se o uso de luvas ao manusear o produto por tempo prolongado.


- O limpa alumínio é vendido em caixas fechadas de 1 litro e 500ml, ideal para quem quer revender.


A fabricação é feita aqui na empresa, fabricamos e embalamos para distribuição.


Atendemos com frete gratuito apenas a região onde nos encontramos, assim podemos lhe atender em sua cidade, se for de seu interesse,  através de uma transportadora de sua cidade que faça entregas em nossa região.

Também trabalhamos com o detergente concentrado, em embalagem de 500ml para ser usado pela dona de casa e a embalagem exclusiva de 1 litro ideal para quem prefere embalagens maiores gastando menos.


Qualquer dúvida estamos á disposição através do email: raimundocamposcpl@gmail.com
e do fone (89) 3582-2236 /98123-3794/98103-3938 vivo
Grato pela atenção,


Raimundo Campos - Cristal produtos para limpeza


Confira o vídeo abaixo que mostra a eficácia do limpa alumínio Cristal




o limpa aluminio cristal é ideal para lava jatos
veja em 1ª mão o novo rótulo do limpa alumínio da Cristal


domingo, 30 de julho de 2017

Evento impressiona com show de imagens projetadas na Pedra Furada. Veja: artigo, fotos e vídeos!

"Emocionante”; “Sentimento inexplicável!”; “Momento único!!"; “De tirar o fôlego!". Esses são alguns dos depoimentos do público da 1ª edição do Ópera da Serra, evento que acontece de 27 a 29 de julho, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste piauiense.   Portal Az


O deslumbrante Ato ancestral, O espetáculo (Foto: Joaquim Neto)
O deslumbrante Ato ancestral, O espetáculo (Foto: Joaquim Neto)

Em tom épico, Ópera Serra da Capivara é aberta com balé. Confira as imagens do último dia

Atualizado domingo 30/07 

Em tom épico, grandiloquente, com projeções de imagens que deram vida a homens, pássaros e animais da megafauna da arte rupestre dos paredões do Parque Serra da Capivara; balé inspirado nos ancestrais do homem americano, e com a opereta Pedra do Reino do Futuro, foi aberta, às 19h de quinta-feira, a primeira edição da Ópera Serra da Capivara. A noite contou ainda com show do cantor e compositor pernambucano Lenine.
A Ópera Serra da Capivara é um megaevento cultural realizado no Parque Nacional Serra da Capivara com artistas piauienses e de vários Estados do Brasil, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Terá ainda a presença do sueco Veikko Von Furstenrencht, que interpreta bossa nova e fará homenagem ao cantor João Gilberto. O evento será encerrado no domingo, com apresentação do francês Nikolas Krassik. A Ópera Serra da Capivara é transmitida, ao vivo, pela internet na página da Rede Meio Norte.

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foto: André Pessoa

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Wellington Dias chega à Dom Inocêncio, fiscaliza obra do lendário asfalto e renova promessa de terminar ainda este ano

A Secretária de Educação do estado e  esposa do governador, Rejane Dias, divulgou uma nota da sua chegada à São Raimundo Nonato, confira:
" Bom dia, amigos de São Raimundo Nonato, São Lourenço e Dom Inocêncio! Como estão? Que friozinho bom! Nosso sertão merece um clima tão bom quanto este da manhã!Obrigada pela recepção! 
Nossa manhã de trabalho começou aqui e com muita disposição! acompanhando o governador Wellington Dias e demais autoridades visitamos uma obra bastante esperada: a construção de pavimentação asfáltica que liga os municípios de São Lourenço e Dom Inocêncio. 
Claro, é um prazer enorme voltar ao município de Dom Inocêncio e trazer novidades para a população na área da educação, como a instalação de mais cursos técnicos via MedioTec, a adesão de escolas da rede estadual ao programa Poupança Jovem, além da oferta de curso superior à distância por meio da Universidade Aberta do Piauí."
Fotos: Raoni Barbosa/Glória Nunes

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Governador , esposa  e comitiva conferem obras do asfalto na comunidade Lagoa da Formosa em  São Lourenço do Piauí

Aumentou a gasolina? que tal encher o tanque com água!

Carro movido à água pode ser a solução para o aumento da gasolina, confira a genialidade do capixaba que conseguiu a proeza!

Governador chega a Dom Inocêncio, mas não comparece à Audiência Pública sobre asfalto

Texto e imagens: Glória Nunes

Aconteceu hoje quinta-feira, 27/07, na Câmara Municipal de Dom Inocencio, uma Audiência Pública com o Tema:
"Dom Inocêncio SEM ASFALTO Dom Inocêncio SEM VOTO!"

Contou com a presença de autoridades de Dom Inocêncio, São Lourenço e Coronel José Dias. Discutiram assuntos pertinentes a construção do asfalto que liga Dom Inocêncio a São Lourenço bem como a Adutora Pe.Lira. 

Nesta mesma data o Gov. Wellington Dias estava presente na cidade de Dom Inocêncio em um evento no Complexo da Cidadania onde trouxe mais promessas de obras para essa cidade juntamente com sua comitiva. 

Porém, não compareceu, ou seja, rejeitou o convite da equipe do Movimento " Dom Inocêncio sem Asfalto Dom Inocêncio sem Voto." Um movimento pacifico, democratico e social. 

Compareceram apenas com 3 vereadores neste evento. Vereador Walter De Sousa Gomes, Angelo Oliveira e Zé Nilton. Fica aqui uma indignação do descaso por não comparecer a essa Audiência Publica realizada com a participação de um povo que luta por um sonho de muitas décadas. Com Gutemberg Sousa Dias, Edvarde Dias e Agnaldo Macedo.

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A  visita do governador à pequena Dom Inocêncio foi também para fiscalizar o andamento das obras do lendário asfalto. Não mais que depressa, a Construtora Jurema, empresa responsável pela obra, retomou os trabalhos do grandioso recapeamento asfáltico já na quarta-feira, um dia antes da chegada do governador. Confira nas imagens de Marcos Damasceno, vice-prefeito municipal que esteve presente no momento da retomada:

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Novo amaciante Cristal com essência de colágeno

A Cristal está lançando um novo amaciante para roupas com essência de colágeno. Mais uma novidade para auxiliar a dona de casa na tarefa de lavar roupas. Nas versões de 1 litro e dois litros o novo amaciante além de soltar as fibras, proporciona um aroma agradável e profunda maciez nos tecidos.

A Cristal lançou também o novo sabão líquido em embalagens de 1 litro, ambos com preços mais acessíveis ao consumidor, informou a direção. 


Amaciante Cristal colágeno na embalagem de 1 litro

Amaciante Cristal 2 litros

Confira a novidade  nas melhores lojas de Dom Inocêncio e São Raimundo Nonato.

Campeonato Municipal ou Regional?

O inocentino Celso Lima, que já integrou equipes de futebol do município, criticou a forma como está sendo disputado o atual campeonato municipal de Dom Inocêncio que vem gerando revolta entre os inocentinos.
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Celso Lima  imagem: divulgação
"Muitos inocentinos estão sem entender por quais motivos todas as equipes do "Campeonato Municipal" de Dom Inocêncio possuem jogadores de outras cidades. O mais intrigante é que estes jogadores de fora ainda são chamados de reforços, como se na nossa cidade não tivesse jogadores competentes para reforçar um time.
Um campeonato como este deveria valorizar o nosso futebol, independente dos nossos jogadores serem melhores ou piores do que os outros dos demais municípios.
Aparentemente, a maioria dos jogadores deste município não gostaram nada desta regra absurda, pois alguns destes perderam a vaga de titular para os reforços. Conversando com um amigo meu, ele me disse: "Cara, eu não vou mais lá jogar, pois fui no primeiro jogo e fiquei de fora, sendo que eu mesmo coloquei gasolina na minha moto para ir." A maioria dos reforços só vem jogar pago ou com pelo menos alguma quantia suficiente para gasolina.

Deveriam ser no máximo 3 reforços, entretanto tem equipe com 4 ou 5. Esses 3, 4 ou 5 estão tomando a vaga dos jogadores daqui, até mesmo porque ninguém irá chamar um jogador de fora para deixar no banco, não é mesmo? Os jogadores daqui deixaram de ser protagonistas para virar plateia.
Alguns discutem a capacidade de nossos jogadores perante os reforços, mas eu prefiro sair da minha casa para assistir a atuação dos jogadores sem capacidade do meu município do que os capacitados de fora.



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Clóvis Dias, o popular Caçula

Clóvis Dias Pereira Filho, o popular caçula, campeão paulista com o Ituano na década de 90, e um dos organizadores do torneio esclareceu as novas regras de disputa.
"Meu amigo Celso respeito a sua opinião, porém isso foi discutido entre as equipes onde decidiram se pegava reforço ou não e a quantidade. Portanto essa forma de disputa e quantos reforços seriam foi decidido pela maioria.
Agora quero aqui deixar a minha op
inião pessoal, da minha parte não pegaria ninguém de fora, não só no municipal, como também na seleção de Dom Inocêncio não aceitaria. Isso vamos tentar fazer na nossa seleção, não iremos pegar ninguém de fora daqui pra frente".

O inocentino Ricardo Marques,  é a favor da nova forma de disputa.

"São 20 fichas para cada time, com a vinda dos reforços ainda fica 17. São muitas fichas ainda, então só fica de fora de um campeonato desse quem não tiver capacidade mesmo, não é querer botar culpa que os reforços ocuparam lugar dos prata da casa não, pode ter certeza que quem tem capacidade não vai ficar de fora desse evento. O time que tiver com mais de 3 reforços vai ser punido e perder os pontos se realmente for comprovado que tem mais de 3 reforços"

terça-feira, 25 de julho de 2017

As novas relações de trabalho: será mesmo seguro e necessário o contrato CLT?

Job Hunter | Esp. em Recolocação | LinkedIn 

Alguns empregadores já perceberam que precisam acompanhar não apenas o movimento do mercado de trabalho, mas as prioridades dos funcionários dos quais que não se pode ou não se quer abrir mão.

Como sabemos, o mercado de trabalho está em constante mudança. A cada dia surgem novas tendências e demandas, o que força as empresas e se reinventarem em relação a diversos aspectos, inclusive às relações de trabalho.
É muito comum ouvir, especialmente dos mais velhos, que emprego bom é emprego com a carteira assinada. Esse pensamento é bastante comum, visto que a assinatura na carteira formaliza uma relação de trabalho regida pela CLT. Isso gera ao empregador uma série de obrigações a cumprir.
As maiores vantagens mencionadas por quem defende a segurança da carteira assinada são o FGTS, o seguro desemprego e a multa rescisória em caso de demissão sem justa causa.
Sem dúvida, esses benefícios existem e são uma realidade para os trabalhadores formais. Mas é necessário considerar também as desvantagens que essa segurança oferecida pela CLT pode trazer.
Por exemplo, em tempos de crise, muitas empresas não têm resistido a uma economia instável, decretando falência e deixando seus funcionários sem acesso a todos esses benefícios. Tais trabalhadores, para garantir seus direitos, precisam recorrer à Justiça do Trabalho.
Nesse sentido, eles perdem, de uma hora para a outra, a sua fonte de renda, além de não ter acesso aos seus direitos. Sem contar que seu problema não será resolvido imediatamente. Em muitos estados do País, a média para a resolução de problemas na justiça trabalhista é de mais de dois anos.
O que queremos mostrar é que o vínculo com a carteira assinada pode não trazer tanta segurança como parece. Além disso, ele “engessa” as relações de trabalho. Ou seja, não contempla algumas situações que a cada dia se tornam mais frequentes.
Um exemplo disso é uma mulher que seja excelente profissional e bastante qualificada para ocupar a posição em que está dentro de uma empresa. Em dado momento de sua vida, ela decide colocar sua vida profissional em segundo plano, engravida e tem um bebê.
Ao repensar sua carreira e suas prioridades, essa mulher não quer mais trabalhar oito, dez, doze horas por dia. Ela quer poder cuidar do seu bebê, vê-lo crescer, sem, para isso, precisar abrir mão da sua carreira. Que solução encontrar se, dentro do regime CLT, o emprego em horário integral é o que a empresa pode lhe oferecer?
Por isso falamos a respeito dos outros regimes de trabalho, como, por exemplo, o trabalho como freelancer. Esse tipo de profissional autônomo não tem a carteira assinada, mas pode escolher que tipo de trabalho aceitar ou não, bem como quantas horas por dia quer trabalhar.
Em resumo, ele pode gerenciar seu tempo, possibilitando à mulher, no caso do exemplo fornecido, não abrir mão da vida profissional e tampouco dos cuidados com o bebê.
Esse modelo de trabalho é bastante eficiente, pois tanto a empresa quanto o empregado ficam satisfeitos. Alguns profissionais, como meio-termo, registraram-se como MEIs e trabalham como Pessoa Jurídica. Emitem notas fiscais, o que é muito procurado pelas empresas e contribuem para a previdência oficial, de modo que podem se aposentar pelo INSS no futuro. Essa relação acaba tendo um ganha-ganha muito interessante, pois o empregador fica livre dos altos encargos tributários e o profissional consegue maiores ganhos financeiros, o valor líquido a ser recebido é muito maior.
Soma-se a tudo isso o fato de que é possível que freelancers contratem outros freelancers, movimentado ainda mais a economia. Muitos trabalhadores que fizeram a opção de atuar como autônomos descobriram ao longo do tempo novos nichos de trabalho. Com isso, eles precisaram se juntar a outros profissionais para atuar em parceria nesse novo nicho, transformando ou não, de acordo com suas necessidades, esse novo empreendimento em uma nova empresa.
Alguns empregadores já perceberam que precisam acompanhar não apenas o movimento do mercado de trabalho, mas as prioridades dos funcionários dos quais não se pode ou não se quer abrir mão.
Para isso, eles têm proposto a esses colaboradores diferentes contratos de trabalho como forma de atender suas necessidades pessoais. Afinal, um trabalhador que está feliz e satisfeito em sua posição é muito mais produtivo.
Talvez você esteja pensando que tudo isso é muito inseguro e avançado para você, o que faz com que opte pela tradicional segurança oferecida pela CLT. De fato, não se pode negar, alguns direitos estão assegurados nesse regime de trabalho.
Mas, além dessa segurança não ser tão grande assim – citamos aqui a falência das empresas como exemplo –, para muitos, o regime de trabalho de 40 horas se torna uma prisão e motivo de bastante insatisfação.
Novos contratos de trabalho ou mesmo os trabalhos como freelancer permitem um melhor gerenciamento do tempo. Isso pode significar maior qualidade de vida e mais convivência com a família, por exemplo.
É possível, como autônomo ou profissional liberal, contribuir para a previdência social e criar um fundo em que se possa depositar todos os meses um percentual de ganhos, à semelhança do que se faz no FGTS.
Por tudo isso, avalie as suas necessidades, anseios e prioridades. Verifique se um emprego tradicional está em sintonia com esses aspectos que você analisou. Se chegar à conclusão de que não, existe solução para esse impasse. Mas é preciso ser arrojado para seguir por uma dessas novas tendências que o mercado vem apresentando.
Artigo publicado originalmente no jornal Gazeta do Povo

O urubu e o pavão

A internet, apesar dos seus vinte e poucos anos, abriga aquilo que chamam de “contos milenares” – contos esses que, muitas vezes, são até mais jovens do que a própria rede mundial. Vai entender. Dia desses, navegando por aí, cruzei com uma dessas fábulas sem dono, mas que guardava um final tão surpreendente, que salvei o texto.
Como o conto é curto e sem autoria comprovada, peço licença poética para reproduzir parte dele aqui e incrementa-lo com algumas linhas minhas.
O texto conta uma história mais ou menos assim:
“Em uma planície muito muito distante, viviam um urubu e um pavão.
O urubu-de-cabeça-preta, um desses abutres do Novo Mundo, estava alegre, pois tinha acabado de sair de uma corrente térmica quentinha. Bonito, vistoso, de plumagem preta e brilhosa, como águia, erguia sua cabeça depenada e rugosa ao horizonte.
Com visão privilegiada e olfato apurado, não era fã da carniça. Preferia a pupunha e as sementes.
Não era um exemplo de ave perfumada, é verdade, mas estava longe de ser malcheiroso como seus colegas de voo.
E também havia o pavão. Da sua parte, preferia as frutas, as sementes e os insetos. Dono de uma cauda exuberante branca, púrpura, verde, amarela e azul cintilantes, assim como o urubu, nunca admitia em público fraquezas da autoestima.
A solidão da planície, todavia, guardava seus mistérios e, um dia, ambos se encontraram para uma conversa em um galho em comum.
Começou o pavão:
– Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém, nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é você, urubu, que é livre para voar para onde o vento o levar
O urubu-de-cabeça-preta pensou, no início, tratar-se de provocação. Calou-se.
Entretanto, seguiu-se a lamúria do belo pavo, ecoando pelos campos, e chegando aos seus ouvidos alertas. O cabeça enrugada, apesar do elogio, não celebrou.
Pelo contrário, ele também tinha os seus dilemas. E, em vez de agradecer, murmurou:
– Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos. Quem me dera ser belo e vistoso tal qual você, pavão
Foi quando, ao mesmo tempo, os vizinhos tiveram uma brilhante ideia: por que não atingir a ave perfeita, promovendo o cruzamento entre pavão e urubu?
– Seria ótimo! Nosso descendente voaria como um urubu e teria a exuberância do pavão, proferiram em uníssono
Então cruzaram, cheios de esperança. E esperaram pelo nascimento do primeiro rebento.
No dia do parto, a planície se encheu de expectativa. O filhote veio envolto em uma fralda, na boca de uma cegonha branca. Ao desenrolar-se, o esperado bebê chocou a todos. Era um barulhento peru – feinho, feinho, e desprovido da dádiva de voar.
Moral da história: se a situação está ruim para você, não procure o caminho mais fácil, porque só piora.
Marc Tawil/linkedin

quinta-feira, 20 de julho de 2017

REFORMA TRABALHISTA: O CANTO DA SEREIA E O TOINHO



O analista político Zeferino Júnior publicou seu ponto de vista, de forma hilária e fácil de compreender, sobre a tão falada Reforma Trabalhista aprovada no Senado. Confira o que ele disse:
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Li, com atenção e deferência, o texto da lavra do desembargador federal Dr. Arnaldo Boson, a quem dispenso considerações muitas, publicado neste portal, sobre a  reforma trabalhista, recém-aprovada.
O douto magistrado trabalhista, um dos mais estudiosos e preparados juízes do Piauí, pegou o gancho na história mitológica do Canto da Sereia  para desancar a reforma  trabalhista de pegada “liberal”, apontando o mal que causaria ao trabalhador por contemplar, apenas e somente só, o “Grande Capital”, esse ente abstrato – mitológico, por que não? -, verdadeiro verdugo de um mundo que, sem ele, seria edênico.
Citou Ulisses, herói de Odisséia, clássico da literatura e fundador de valores caros ao conjunto de princípios que fincaram raízes na cultura ocidental.  O herói grego determinou que fosse amarrado no mastro do barco para não cair em tentação pelo Canto das Sereias. Assim, conseguiu superar mais uma etapa na sua jornada de volta para Ítaca, sua casa, e para sua mulher, Penélope.  Para o magistrado, o Canto da Sereia são os argumentos falaciosos usados para aprovar a reforma.
Ouso discordar. O Canto da Sereia existe, mas a sereia é o estado legislador. E aí está todo o problema. Ouvimos o canto e nos encantamos com ele. Somos os “Ulisses” incautos dos trópicos, dos tristes trópicos.
A reforma não mexeu no núcleo fundamental de proteção ao trabalhador, apenas concedeu aos trabalhadores e aos empregadores, entre outras coisas, uma maior liberdade nas tratativas do contrato que os regerá. Afastou-se, portanto, pontualmente, o primado da imposição da lei pela aposta de que se podem travar relações econômicas com mais liberdades, sem colocar em riscos direitos consagrados insertos na Lei Maior.
Dados estatísticos do IPEA (http://www.ipea.gov.br/portal/) -Instituto de Pesquisa Aplicada – comprovam que mais de setenta por cento dos empregos no Brasil são gerados pelas pequenas e médias empresas.
Não, não é o “Grande Capital” o grande beneficiário desse novo arranjo. É o empreendedor que emprega de dez a quinze empregados, em média, como se pode observar em todas as cidades desse país
Precarização, palavra-chave dos argumentos dos “ trabalhistas”, é a senha. Se o estado se afasta e os indivíduos ganham algum protagonismo, ainda que tímido, pronto: a precariedade está instalada. Toda mudança que não coloque o estado como protagonista já nasce precarizada, segundo esse conjunto de valores tão influente.
O fim do imposto sindical, um dos itens previstos na reforma, já seria motivo de legitimização das mudanças. Como não perceber tamanha aberração? 15 mil sindicatos sobrevivem, em sua maioria, com contribuições expropriadas dos trabalhadores.   Por que sindicatos não podem se sustentar sem que se valha de uma tungada no bolso dos cidadãos?
Perguntaria um cauteloso observador de qualquer parte do mundo civilizado: será que não seria mais forte uma agremiação sindical se ela pudesse provar que poderia ser financiada pelos seus sindicalizados, espontaneamente? Ou só existe sindicato subsidiado por tributos? Tenham paciência!
A herança varguista, promotora dessa e de diversas aberrações da legislação trabalhista, com clara e inequívoca inspiração num regime personalista, que pregava  “tudo no estado, nada contra estado, nada fora do estado”, nos legou aberrações das mais variadas, a ponto de fazer corar Montesquieu,   pai da tripartição dos poderes.
Como ele, Montesquieu, reagiria se soubesse que existe um judiciário legislador. Isso mesmo. Milhares de resoluções trabalhistas, paridas por um órgão  julgador, tratando de cada pedaço do contrato de trabalho e de suas implicações, quebram o núcleo de uma ideia que fez guarida em todo ordenamento jurídico ocidental.
Daqui a pouco, eles, políticos, vão se dar conta de que essa pequena transferência de responsabilidade do estado para os indivíduos foi um erro e, já, já pegarão as rédeas de volta. Não se enganem.
Então é preciso comemorar que esses legisladores limitados e corruptíveis tenham deixado escapar essa atribuição de não limitar os pactos entabulados entre empregado e empregador, com a vigilância de sindicatos não subsidiados, agora responsáveis pela sua própria sobrevivência.
Mas deixemos abstrações de lado: mitologias, teorias liberais conservadores, Grande Capital etc.
Voltemos, então, para vida real. Para o dia a dia. Para o que importa. E a primeira provocação que faço é: procure o “Grande Capital” em algum lugar em São Raimundo Nonato, ou na região, ou no estado. Não vão achar, senhores.  Essa abstração é uma forma de projetar numa figura o mal absoluto, para que se possa, a partir daí, arregimentar e reforçar argumentos em favor de teses com algum apelo redentor.
Agora procure o Toinho, dileto e visionário amigo, que tem um pequeno comércio próximo ao Banco do Brasil, em São Raimundo Nonato. Você vai encontrá-lo a postos, pronto para servi-lo.
A economia da cidade é feita por vários “toinhos”. São eles que empregam, que fazem a economia girar. Toinho abre o seu comércio de segunda a segunda. Você quer comprar um delicioso picolé de umbu? Um crédito para o seu celular. Usar a net. Tirar uma cópia. Assistir a um lançamento do filme do Homem Aranha. Adquirir um ingresso para o show do Safadão. Pronto, vá ao Toinho.  O comércio dele– “Estação DVD” – praticamente não dorme.
Ele emprega dois ou três funcionários. Vamos dizer que esse empreendedor perceba que o mês de agosto, período das festas do padroeiro, exista uma demanda, por toda madrugada, por picolés de umbu. Próximo da Avenida do Estudante, local onde se realizam as festas, o pequeno comerciante descobriu que, se aberto madrugada adentro, ele venderia centenas de picolés, todos os dias, por um mês inteiro.  Como só tem dois funcionários, Toinho pensa em contratar dois jovens insones e notívagos, que ele conhece, para que assumam o comércio nesse específico horário e atendam a necessidade dos foliões.
Toinho só precisará desses jovens nesse horário, durante o mês de agosto. Mas não pode pactuar com eles algumas condições que fogem do que está previsto na norma, como, por exemplo, adicional noturno, hora-extra. Se o fizer, o estado-legislador, ao ser acionado pelos jovens, vai sancioná-lo duramente
O lucro obtido durante o mês, que permitiria, por exemplo, que ele garantisse, com folga, o 13º dos dois funcionários fixos que ele mantém, será usado para pagar as indenizações devidas -1/12 avos de férias proporcionais, 1/12 avos de 13º, FGTS, multa por não assinar a carteira, adicional noturno, horas-extras etc- aos jovens, que recorreram ao judiciário trabalhista
Resultado: os jovens não vão ser contratados pelo risco gerado. . Os foliões vão ficar sem o picolé de umbu, que aplacaria os efeitos etílicos; o pequeno empresário não vai incrementar sua renda durante esse período; os jovens insones vão continuar insones e sem dinheiro. E, talvez, talvez, tomara que não, o micro-empresário vá precisar de algum financiamento, no Banco do Brasil, empresa estatal, para financiar os encargos trabalhistas de seus funcionários permanentes, como ocorre com a chegada do mês de dezembro, período em que é necessário pagar o justo 13º salário.
O estado, então, satisfeito, atua nas duas pontas: sufoca o empreendedor para “acolhê-lo” depois, emprestando dinheiro a juros. Entenderam?
Precisamos de mais “toinhos” e menos estado. Precisamos nos libertar desse arranjo antes que não existam mais “toinhos”. Ou melhor: antes que todos os “toinhos” se tornem reféns dessa ideia e achem normal que o estado está certo em expropriar riquezas para distribuir para os seus controladores, os legisladores de plantão, que são, por coincidência, grandes empresários de sucesso, ou muito amigo deles.
É isso.

Como sua vida irá mudar com a Reforma Trabalhista

Confira a opinião de Daniel Scott via linkedin no Espaço do Internauta sobre a reforma trabalhista aprovada pelo Senado.

Ontem foi aprovada a Reforma Trabalhista no Senado. Para uns, um retrocesso enorme e uma ponte para o passado. Para outros, uma vitória que significa adequar o país à realidade do mundo desenvolvido. Mas o que esperar com essa nova Era?
A CLT foi criada em uma época na qual a população era analfabeta e ainda vivia no campo. Energia elétrica, telefonia e carros ainda eram artigos de alto luxo. Pouco alterada desde então, uma grande parte dos trechos da lei já não fazem mais sentido, já que as condições de trabalho mudaram completamente, bem como a tecnologia.
Entretanto, a CLT ainda é vista por boa parte da população como uma vitória dos trabalhadores, mesmo com metade deles excluídos da lei. A grosso modo, legislação trabalhista virou uma grande arrecadação para os cofres públicos.
No Brasil, empregadores pagam 57,56% de um salário em impostos, enquanto média mundial é de 25%. Somos o país onde mais se paga impostos trabalhistas do mundo. A própria Justiça Trabalhista é um poço sem fundo.
Gasta-se acima de R$ 15 bilhões anuais para manter esse órgão, que concede menos de R$ 12 bilhões em indenizações! Isso, mesmo o Brasil tendo mais processos trabalhistas que todos os outros países somados.
Entretanto, não vim aqui para discutir as questões políticas, mas sim as práticas.
O melhor ponto da reforma trabalhista é o fim da contribuição sindical obrigatória. Hoje já superamos 16 mil sindicatos, fora as confederações, federações e centrais sindicais. Também, bem acima do resto do mundo somado.
Para se ter uma comparação, o segundo país com mais sindicatos é a África do Sul, com 191. Em terceiro, temos os EUA com apenas 190 sindicatos para atender uma população 50% maior do que a nossa.
Agora o pior: só em 2016, esses sindicatos receberam R$ 3,5 bilhões, graças à contribuição obrigatória. Essa brincadeira já estava ficando fora de controle.
Chegamos ao absurdo ponto de existir o “Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais de São Paulo”, o “Sindicato da Indústria de Guarda Chuvas e Bengalas de SP” e o – pasmem – “Sindicato das Indústrias de Roupas Brancas e Chapéus de Confecção para Senhoras do Rio de Janeiro”.
Não há dúvidas de que abrir um sindicato virou um grande comércio no Brasil. Mais até do que igrejas, já que a igreja ainda precisa correr atrás dos associados. Não à toa, a cada ano são abertos 250 novos sindicatos.
Sindicatos não representam a luta pelos direitos trabalhistas. Pelo contrário, eles lutam para manter as pessoas pobres e sem direitos. Só assim eles são beneficiados. E isso gera diretamente corrupção, compra de políticos e até mortes por disputa de poder.
Temos a chance única de criar um ponto de inflexão para o país. A partir de hoje os trabalhadores terão mais liberdade para negociarem melhor suas condições de empregabilidade. A partir de hoje, a população verá uma redução significativa de sanguessugas drenando os bolsos dos cidadãos e manipulando políticos.
A Reforma Trabalhista foi a melhor possível? Certamente não. Mas é uma grande vitória que nunca vimos antes no Brasil. E veio em um momento propício. Passamos por uma das piores crises da história e desemprego recorde.
Novas condições de trabalho gerarão mais oportunidades, o que produzirá mais empregos. Estávamos precisando de algo assim, acredite.
Porém, como toda a mudança, haverá aqueles beneficiados e os prejudicados. Haverá quem comemore e os que protestam. Não tem jeito. Mas, de forma agregada, demos o pontapé inicial para tirar o país da miséria e da exclusão dos pobres.
Precisamos agora trabalhar em prol da sociedade. A mudança não entra nas rodas da inevitabilidade, mas vem através da luta contínua. Portanto, devemos endireitar nossas costas e trabalhar constantemente em busca de mais liberdade. Pois, se mantivermos as costas erguidas, ninguém conseguirá montar em nós.
OBS: Sei que haverá muitas críticas ao texto, mas peço que sejam construtivas, de forma com que possam agregar ao debate, e não destruí-lo.